Programa #6

Com um grande atraso, mas aqui fica a sexta playlist do programa ;)


#1 Carcass - Death Certificate (Heartwork, 1993)
#2 Carcass - Heartwork (Heartwork, 1993)
#3 Opeth - Demon Of The Fall (My Arms Your Hearse)
#4 Death - Secret Face (Human, 1991)
#5 Control Denied - Expect The Unexpected (The Fragile Art Of Existence)
#6 Mr. Bungle - Carry Stress In The Jaw (Discovolante)
#7 Melvins - Joan Of Arc (Houdini)
#8 Lamb Of God - In The Absence Of Truth (New American Gospel)
#9 UneXpect - Feasting Fools (In A Flesh Aquarium)

Dark Suns - Grave Human Genuine


Enquanto o Programa #6 não tem um podcast e o #7 ainda está a ser preparado (com os lisboetas Gwydion em entrevista), tenho ouvido algumas coisas. Além do fantástico Zoom Code (dos ThanatoSchizo) e dos surpreendentes Orphaned Land (israelitas estes senhores!) decidi recordar os dois primeiros álbuns dos alemães (mais especificamente de Leibniz) Dark Suns. E foi no seguimento desta recordação que descobri que a banda havia editado Grave Human Genuine, em Fevereiro de 2008.
Para quem não os conhece, o primeiro álbum foi editado em 2003 e tinha o nome de Swanlike e apenas dois anos depois, lançaram o seu magnus opum, o conceptual Existence. Se o primeiro registo se caracteriza por uma sonoridade claramente doom-death, o segundo denota uma enorme evolução, quer em termos musicais, quer em termos de produção e cuidados de estética. Existence é um álbum muito intimista e pessoal e os Dark Suns conseguem construir todo um universo sonoro fantástico e envolvente.


Infelizmente, com Grave Human Genuine, os Dark Suns parecem ter perdido um pouco essa capacidade de envolver o ouvinte. A execução técnica continua a ser de primeira (aplausos para Niko Knappe que acumula funções de bateria e voz e continua a melhorar), mas o som não é tão orgânico como em Existence ou mesmo Swanlike. A componente experimental/progressiva continua a dominar, o death-metal está presente, mas a sua sonoridade muita própria parece ter-se esvaído um pouco, notando-se ser um álbum pejado de influências de Meshuggah (os riffs e os tempos na guitarra não enganam) e Tool (uma das faixas é cantada tal e qual a Rosetta Stoned - ou como em Central Scrutinizer do Zappa, é como vocês quiserem).Ou seja, para quem estava habituado a uns Dark Suns iguais a si mesmos, vai certamente ficar ligeiramente desiludido.
Mas este álbum continua a ser um bom álbum: é garantido que começando a ouvir só vão parar mesmo quando o disco acabar. Mas ainda assim, podem ficar algo desapontados.


ThanatoSchizo - Zoom Code

Antes de falar de Zoom Code, quero dar os meus parabéns aos ThanatoSchizo por dez anos de contributo musical intenso, inovador, criativo e por continuar a motivar os fãs e fazê-los esperar ansiosamente pelo inesperado.

Falando agora de Zoom Code: bem, que álbum que álbum que álbum. Tenho que confessar que as minhas expectativas eram bastante altas para este álbum e não saí nada defraudado. Aliás, há já algum tempo que um álbum não correspondia tão directamente às minhas expectativas.


Zoom Code é um álbum mais directo que os seus antecessores, talvez principalmente porque a banda não se "perde" em devaneios tão longos - e por vezes desnecessários - de álbuns anteriores. Mas o sexteto tem a lição muito bem estudada até ao mais ínfimo pormenor e detalhe. ATENÇÃO, este é um álbum para ouvir com phones, tal é a quantidade de pormenorzinhos e detalhes que não se detectam a "ouvido desarmado". Na verdade, os TSO soam agora melhor do que já alguma vez soaram. É possível ouvirem-se algumas influências de Orphaned Land ou até Disillusion, mas os TSO soam a si mesmos, têm uma identidade e uma sonoridade. Patrícia Rodrigues tem uma presença pujante e poderosa; Eduardo não soa deslocado como por me vezes me soara; Paulo Adelino é consistente e presente mais que nunca; Miguel Ângelo tem um je ne sais quois daquele baixo progressivo muito usado por King Crimson e afins dos anos 70 (just love it); Filipe Miguel tem um papel um pouco ingrato, porque pertencem a ele aqueles pormenores deliciosos apenas detectáveis com os auscultadores; Guilhermino Martins mostra-se exímio, arrojado e inventivo. Toda a banda é consistente e clara como a água.



L, a faixa disponibilizada previamente no MySpace da banda, é apenas um aperitivo para todo um festim de diversidades apresentado em Zoom Code - que não cai no ridículo ou no desespero de soar bem. Isto confirma-se logo em Hereafter Path, com a inclusão de uma concertina tocada em tom e ritmo popular por António Pereira; Zweiss faz um interlúdio electrónico em The Shift, que não corta o ambiente, mas antes faz-nos respirar e aguardar com expectativa o que falta percorrer em Zoom Code; L traz-nos um violino diabólico e inflamado tocado com mestria por Timb Harris; Awareness mostra bem a veia criativa da banda, bem como a sua alargada panóplia de influências extra-metal. Pale Blue Perishes, Pervasive Healing e Nothing As It Seem são odes ao Death-Metal mais melódico e progressivo, mas sem cair no marasmo de tantos outros.

Zoom Code é o melhor álbum dos ThanatoSchizo, a nível técnico, de produção (parabéns Paulo Barros), criatividade, consistência e com muita ambição. E ambição é algo que os TSO têm bastante. E com todo o direito, pois eles merecem. Falta-lhes talvez um maior reconhecimento internacional e até nacional - no que aos círculos mais massificados diz respeito. E será certamente com Zoom Code que o vão conseguir.

No que toca a mim, os ThanatoSchizo já escreveram parte da história da música em Portugal. 10 anos a inovar, a descobrir e a fazer esperar o inesperado.

Carcass - Time for a band reunion!

Numa altura em que passam 15 anos do lançamento do álbum - e os fãs de Arch Enemy lamentam a ausência de Michael Amott nos palcos - sabe sempre bem (re)ouvir este grande álbum de Death 'n' Roll: os solos de Amott estão longe dos típicos solos do Death Metal, aproximando-se imenso dos solos do hard rock de outros tempos (!).



Mas como eu dizia no início do post, 15 anos se passaram, mas este álbum continua a fazer-me salivar e desejar por mais. Durante muito pensei que estes senhores se tinham separado para sempre e que nem uma reedição deste outro álbum viesse a ver a luz do dia. Mas eis que em 2008, a banda anuncia uma reedição de todo o seu catálogo pela chancela da Earache Records e ainda não uma, não duas, mas oito datas de concertos durante o Verão. Infelizmente sem o baterista original (a contas com problemas de saúde), mas com Amott e o resto do line-up inicial. Quem quer juntar dinheiro?


Aqui ficam as datas:

Carcass Reunion Tour Dates:

Sweden Rock Festival, Sölvesborg, Sweden

June 20th - Hellfest Summer Open Air, Clisson, France

June 27th - Tuska Open Air Metal Festival, Helsinki, Finland

June 28th - Gods Of Metal Festival, Bologna, Italy

July 9th - Rockwave festival, Athens, Greece

August 2nd - Wacken Open Air, Wacken, Germany

August 16th - Brutal Assault Open Air Festival, Jaromer, Czech republic

August 29th - Hole In The Sky Festival, Bergen, Norway


Pérola da Semana #2: Bate no Lé - Eu Quero Um Par

Já imaginaram uma mistura de Pink Floyd, Dire Straits e Carlos Santana numa única música? Genial não é? Agora juntem-lhe Diapasão e Emanuel e obtêm os BATE NO LÉ, a única banda de Pimba Progressivo - arrisco-me a dizer - DO MUNDO.

Para os mais cépticos, aqui fica a amostra: Bate no Lé - Eu Quero Um Par
(os interessados em obter o mp3 da canção, deixem mensagem)

Pérola da Semana #1: Emanuel Casimiro - A Revolta das Plaquetas

Quem disse que pimba e power metal eram estilos tão distintos que não se podiam fundir? Para provar que essa fusão é tão simples quanto genial, fica aqui Emanuel Casimiro, o auto-intitulado Rei do Power Pimba!

para conhecer mais deste grande artista: myspace.com/emanuelcasimiro

Programa #5

Aqui fica a playlist:

#1 Steel - Rock Tonite (Heavy Metal Machine EP)
#2 Enslaved - Isa (Isa)
#3 Enslaved - Return to Yggdrasil (Isa)
#4 Before The Rain - You...My Ruin (One Day Less)
#5 Katatonia - Black Erotica (Dance Of The December Souls)
#6 Down - Beneath the Tides (Over the Under)
#7 Burst - Crystal Asunder (On Prey On Life)
#8 The Old Dead Tree - Dive (Water Fields)
#9 Zoroaster - Terminally Charged (Dog Magic)
#9 Borknagar - FOur Element Synchronicity (Elements)


E também o podcast.

Música de Peso, Domingos, às 18H em www.radiozero.pt

Convidado de Peso #1 - Gwydion

Quando pela primeira vez li que esta banda praticava um Viking-Metal em Portugal - terra solarenga que em nada se relaciona com o povo nórdico - admito que duvidei que o seu som se pudesse enquadrar realmente neste estilo. No entanto, uma passagem no myspace da banda dissipou todas as minhas dúvidas.

Os Gwydion são um exemplo de como o metal se pode metamorfosear e como p adaptável. A sua música remete-nos para um universo folclórico (com algumas reminiscêode serncias de black-metal), assumindo-se o Viking/Folk-Metal como estilo predominante. São das pouquíssimas propostas deste género em Portugal e, talvez por isso, têm contrato com a TrollZorn, uma editora alemã. Após muitos anos de inconstâncias, luta e perseverança, a banda tem uma oportunidade de ouro para dar um salto internacional, com o primeiro registo Ynys Mön. E até agora, a recepção por parte da crítica especializada no país germânico tem sido muito boa.



E eis que surge então a oportunidade de os Gwydion entrarem em estúdio e serem os primeiros convidados no Música de Peso.

Não percam, dia 20 de Abril às 18H, Gwydion no Música de Peso! http://myspace.com/gwydionmetal



Ufomammut - Idolum

Para já - vou na segunda audição consecutiva - está a ser o álbum do ano. A forma como as guitarras se arrastam, soam e ressoam, os drones viciantes e pujantes que se apoderam de mim a cada minuto que passa, o ácido que me percorre as veias e me deixa a fervilhar de excitação, com algo de psicadélico inerente ao processo...

Um álbum do caraças!!!

PS - vale a pena recordar também Obscura, dos Gorguts. Não deixem de ouvir.

Magical Mistery Tour


Já ouviram este álbum, com ouvidos de ouvir, de uma ponta à outra? Agora façam-no outra vez, mas da próxima vez que, por um motivo ou por outro, passem a noite acordados e às 08h da manhã já estejam a pé e a ouvir música.

É uma nova experiência sempre que o ouço, mas hoje de manhã foi mais claro, foi mais sonante, foi uma viagem mágica e misteriosa.