Heavy-Metal \m/

AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH.
Sim, a sério, that funny!
AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!


Podcasts em atraso

A altas horas da madrugada, descobri que os podcasts dos dois últimos programas já estão disponíveis. Por isso, mesmo com algum atraso, aqui ficam:

Programa #6

Programa #7: Convidado de Peso #1, entrevista com Dani dos Gwydion

Boas audições e até Domingo, às 18H na Rádio Zero!

Charlie Chaplin - The Great Dictator

Às vezes faz-nos bem pensar, nem que sejam precisas palavras de outras pessoas. Charlie Chaplin faz-nos fazer isso mesmo, pensar e reflectir.

Este discurso é o grande clímax de "O Grande Ditador", o polémico filme de 1940 que critica o regime nazi e que levaria Chaplin a abandonar definitivamente os EUA.

PS - Obrigado Maria João, Iolanda, Marta, Carolina e Carina. Hoje puseram-me a pensar ;)


Playlist para a semana

Embora já estejamos a meio da semana, fica aqui a sugestão de algumas sonoridades para os próximos dias que tenho ouvido nos últimos dias:

# Ihsahn - angL (rodeado de convidados de luxo, como Mikael Akerfeldt e membros de Spiral Architect)
# Battles - Mirrored
# Necrophagist - Epitaph
# Entombed - Clandestine
# Atrox - Binocular
# Devil Doll - Sacrilegium
# Devil Doll - The Girl Who Was...Death!
# The Decemberists - The Crane Wife
# Peste Noire - La Sanie des Siecles Panegyrique de la Degenerescence (saídos da nova onde de black-metal, estes vêm da França - de onde têm saído excelentes projectos)
# Wigwam - Being
# Yes - Close To The Edge
# Art Blakey & The Jazz Messengers - Moaning


Boas novas da Suécia!

Pois é, da Suécia com amor e para o mundo, conhecem-se já duas faixas do aguardadíssimo Watershed, o nono registo de originais dos Opeth.

The Lotus Eater e Porcelain Heart são os títulos das duas músicas - a primeira pode ser descarregada gratuitamente em http://www.roadrunnerrecords.com/artists/Opeth/ e a segunda pode ser comprada aqui.


Com sonoridades bastante diferentes uma da outra, ambas soam bastante "opeth-ish", mas marcam indubitavelmente uma viragem na musicalidade da banda. Se muita gente ficou triste com a saída de Martin Lopez, pode estar descansada, pois Martin "Axe" Axenrot substitui o baterista muito bem. É um baterista death-metal muito old-school e pujante.
Também Fredrik Akesson é uma excelente adição à banda. Trouxe "de volta" o som doom que vigoravam em Morningrise, My Arms Your Hearse e Orchid.

Porcelain Heart é um tema que começa com uma toada bastante doomy, que assim se manterá até ao final, com algumas incursões pelo blues (soa por vezes a "To Rid the Disease", faixa de Damnation). Nota mais para Per Wiberg, que faz o seu órgão, moog ou hammond mais proeminente que nunca. A voz de Mikael Akerfeldt parece evoluir e crescer de álbum para álbum e aparece aqui em melhor forma que nunca.

The Lotus Eater é uma faixa bastante curiosa e é nesta que se nota a tal viragem na sonoridade da banda. Apesar de por vezes soar a algumas músicas de Ghost Reveries, The Lotus Eater surpreende-nos do início ao fim: os guturais de Akerfeldt estão mais profundos que nunca (Unblessing the Purity não foi fogo de vista), há tempo para oboé e um trecho quase "free-jazz" com influências de Chick Corea e Super Mario, voz limpa sobre "blastbeats" pujantes (peço desculpa, mas não consegui encontrar um termo equivalente em português) e um sem fim de pormenores que fazem esta uma das músicas do ano.

Para já, são apenas duas das sete faixas que compõem Watershed. Mas deixam antever um dos melhores e mais surpreendentes álbuns de Opeth e de toda a cena internacional.

And now, for something completely different...!

Não, não são os Monty Python...nem algo completamente nonsense. São sim os eslovenos Devil Doll.


Estes eslovenos formados em 1987 lançaram em toda a sua carreira seis álbuns - sendo que o último data de 1996. Infelizmente ainda só consegui ouvir um álbum na íntegra, Sacrilegium (1996), quer por falta de abertura, quer até por falta de lucidez. É que os álbuns desta banda são tudo menos acessíveis e fáceis de ouvir.
Sob a majestosa batuta de Mr Doctor e as suas 1000 vozes, os Devil Doll (Francesco Carta - piano, Sasha Olenjuk - violino, Roman Ratej - bateria, Bor Zuljan - guitarra, Jani Hace - baixo, Davor Klaric - teclados e Michel Fantini Jesurum - órgão de tubos completam a banda) concebem uma música operática, com uma composição e uma temática baseadas no horror, no fantástico e no terror - "Dr Jekyll and Mister Hyde" e obras de Antoin Artaud são influências recorrentes. O grafismo das capas apela facilmente ao enigmático, ao fantástico e ao onírico. A disposição das músicas em CD, não é comum: as faixas não estão distribuídas, existindo antes uma faixa única - Sacrilegium tem cerca de 59 minutos de música belíssima. Apesar de ser uma banda numerosa, a sua música não é ridícula nem perde o sentido, pelo contrário: cada um faz apenas o que deve e quando deve, pelo que não se perdem em passeios sem qualquer destino. E ao contrário de um disco tradicional, não temos um clímax, mas sim vários e inteligentemente distribuídos ao longo da faixa. O universo dos Devil Doll parece não parar de se expandir.



De resto, é sabido que Mr Doctor (ou Mario Panciera) é um ávido consumidor de filmes de terror e adepto deste tipo de temáticas, tendo já escrito uma biografia do compositor Bernard Herrmann.
Infelizmente, desde 1996 que os Devil Doll não lançam qualquer registo (apesar da petição feita pelos fãs em 2002). No entanto, a sua música tem um quê de intemporal, a criatividade é incrível (são mais expressivos que os belgas Univers Zero), consegue fazer-nos sonhar e viajar de olhos bem abertos. É música no seu estado mais puro.
Ah, e se ouvido a horas tardias, às escuras e com o som bem alto, também é capaz de nos assustar.

Entrevista com Gwydion [Convidado de Peso #1]

Entrevista que irá passar, como de costume às 18H de domingo (dia 20, mais precisamente). Aparte o amadorismo da minha parte, a entrevista foi bastante interessante. Muchas gracias ao Dani - o teclista - por ter vindo até ao estúdio da Zero durante uma hora - para falar da banda e da música em Portugal e no mundo - e um obrigado geral à banda pelo poderosíssimo Ynys Mön!

Que continuem por muito tempo, a fazer boa música e a divulgar o metal por esse país e mundo fora! Serão sempre bem vindos ao Música de Peso!

Pérola da Semana: David Hasselhoff - Du

Sim, eu sei, não é de Peso. Quer dizer, a música não. Mas o Senhor que a canta, é. A sério, a coisa assume contornos épicos. Memorável, pelos melhores e pelos piores motivos?
Lembram-se dele, em KIT (Knightrider) ou Baywatch (o sexy Mitch Buchannon)? Ou na capa das revistas cor-de-rosa.


As Putas Dançam Slows...

Neste momento estou a ouvir o novo EP dos portugueses Linda Martini, Marsupial. E tenho a dizer que é mais um excelente exercício post-rock (ainda mais) da promissora banda portuguesa. Depois de terem estado em Paredes de Coura o ano passado, esperemos que estejam em mais algum grande festival este ano.
Após esta primeira audição, só lhes posso augurar uma continuação de excelente futuro :)

Metal Hammer Golden Gods

E que tal todos dizermos NÃO à abstenção e formos votar nos deuses do metal?